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sábado, 29 de janeiro de 2011
TRANSIÇÃO
TRANSIÇÃO
O amanhecer e o anoitecer
parece deixarem-me intacta.
Mas os meus olhos estão vendo
o que há de mim, de mesma e exata.
Uma tristeza e uma alegria
o meu pensamento entrelaça:
na que estou sendo a cada instante,
outra imagem se despedaça.
Este mistério me pertence:
que ninguém de fora repara
nos turvos rostos sucedidos
no tanque da memória clara.
Ninguém distingue a leve sombra
que o autêntico desenho mata.
E para os outros vou ficando
a mesma, continuada e exata.
(Chorai, olhos de mil figuras,
pelas mil figuras passadas.
e pelas mil que vão chegando,
noite e dia... -- não consentidas.
mas recebidas e esperadas!)
(Cecília Meireles)
BY
MARLENINH@ CASTILHO
AMOR INCERTO
Amor incerto
esse nosso amor incerto
podia ter dado certo
se eu não fosse tão carente
e vc tão displicente
se eu fosse um tango argentino
e voce um violino
tocando sempre em surdina
cada dia numa esquina...
esse nosso amor desastre
seria obra de arte
se vc soubesse as cores
e eu não ouvisse os rumores
da velha televisão
que vc não abre mão!
enquanto grudas na tela
passo o dia na janela
esse nosso amor sem nexo
podia ser um sucesso
se fosses menos paulista
e eu não fosse uma artista
vc quer tudo certinho
e eu sou bem devagarinho
então tá, tudo acabado
cada um para o seu lado....
DESIREÉ
sábado, 22 de janeiro de 2011
FOLHAS DE ROSAS
Folhas de rosa...
Todas as prendas que me deste, um dia,
Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
E quando a noite espreita o pôr-do-sol,
Eu vou falar com elas em segredo...
E falo-lhes d'amores e de ilusões,
Choro e rio com elas, mansamente...
Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente...
Pelo copinho de cristal e prata
Bebo uma saudade estranha e vaga,
Uma saudade imensa e infinita
Que, triste, me deslumbra e me embriaga
O espelho de prata cinzelada,
A doce oferta que eu amava tanto,
Que refletia outrora tantos risos,
E agora reflete apenas pranto,
E o colar de pedras preciosas,
De lágrimas e estrelas constelado,
Resumem em seus brilho o que tenho
De vago e de feliz no meu passado...
Mas de todas as prendas, a mais rara,
Aquela que mal fala à fantasia,
São as folhas daquela rosa branca
Que a meus pés desfolhaste, aquele dia...
(Florbela Espanca)
BY
MARLENINH@ CASTILHO
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
DO MEU AMOR
Do meu amor...
Diga-me! Apenas as palavras raras,
Não te enfeite a boca de espinhos...
Oh, diga-me! Apenas as palavras claras,
Quais as do cântico dos passarinhos!
Diga-me! No amor que te há no peito,
Há paixão, versos que é deleite! O gozo,
É de o seu delírio, e de nós, é feito
D’um delicado e intenso ato amoroso!
Diga-me! Que de orgulhos a alma canta,
E do distinto e nobre amor se levanta
Sob as sombras que te hás pelo caminho...
Amo-te! Meu amor, como eu te amo!
Diga que te é o meu amor soberano,
E que meu colo para sempre é teu ninho!
(Poeta Dolandmay)
todos os Direitos reservados
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BY
MARLENINH@ CASTILHO
PEDRO MILLER
Vai que derepente
a alma tem mesmo cheiro...
Que mesmo distânte
tua voz vem até mim,
que os vôos rápidos do amor,
quando me chegas,
fazem as folhas bailarem no ar...
Vai que tudo que dizemos
um ao outro acabe por ficar
em algum lugar só nosso,
mesmo que o tempo
venha querer apagar...
Aonde eu vou eu sei,
vai de você nunca esquecer...
Pedro Miller
BY
Marleninh@ Castilho
domingo, 16 de janeiro de 2011
AS DÁDIVAS
AS DÁDIVAS
A primeira vez, dei-te um anel de sonho. Nem o viste,
porque não crês
E partiste.
A segunda vez,
dei-te um véu de carícias . Tu cobriste
tua nudez.
E partiste.
A terceira vez,
dei-te um colar de lágrimas. Sorriste
com altivez.
E partiste.
Mas, a última vez,
nada te dei. "
E´ a ultima ? "
- indagaste
com timidez.
E ficaste.
-Guilherme de Almeida-
BY
MARLENINH@ CASTILHO
A primeira vez, dei-te um anel de sonho. Nem o viste,
porque não crês
E partiste.
A segunda vez,
dei-te um véu de carícias . Tu cobriste
tua nudez.
E partiste.
A terceira vez,
dei-te um colar de lágrimas. Sorriste
com altivez.
E partiste.
Mas, a última vez,
nada te dei. "
E´ a ultima ? "
- indagaste
com timidez.
E ficaste.
-Guilherme de Almeida-
BY
MARLENINH@ CASTILHO
O POETA E O CIÚME
O poeta e o ciúme
Amar um poeta é viver dois mundos conflitantes
É sentir-se nas alturas com poemas delirantes
E ter paciência para dominar o ciúme que é constante
Pois a poesia torna o poeta sedutor e provocante.
O poeta escreve o que surge na inspiração
Escreve um poema de amor que encanta o coração
Mas também escrever algo que interprete traição
Ou uma poesia que fale de uma nova paixão.
Tudo pode levar o poeta sentir-se inspirado
Um olhar, um sentimento repentino, um tema colocado
Quem ler acredita que o poeta fala de si no poema acabado.
A poesia acende no leitor fortes emoções
Pois a poesia toca a alma e provoca reações
Incitando no Ser amado falsas imaginações.
Ataíde Lemos
BY
MARLENINH@ CASTILHO
PENSAMENTO
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida e nela
só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas
que passam por suas vidas.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida e nela
só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas
que passam por suas vidas.
Clarice Lispector
MARLENINH@ CASTILHO
CHARLES CHAPLIN
“Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.”
charles chaplin
MARLENINH@ CASTILHO
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